segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Reforma Ortográfica
1 - ACENTO AGUDO
O acento agudo desaparecerá em três casos:
a) Nos ditongos (encontros de duas vogais proferidas em uma só sílaba) abertos ei e oi das palavras paroxítonas (aquelas cuja sílaba pronunciada com mais intensidade é a penúltima).
Exemplos:
idéia
-> ideia
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geléia -> geleia |
bóia -> boia
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jibóia -> jiboia |
Mais exemplos: alcaloide,
alcateia, apoio, assembleia, asteroide, celuloide, colmeia, Coreia,
epopeia, estreia, heroico, joia, odisseia, onomatopeia, paranoia,
plateia, proteico, etc.
Atenção: essa
regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam
sendo acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói,
óis. Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus, chapéu, chapéus,
anéis, dói, céu, ilhéu.
Exemplos:
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papéis
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chapéus
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troféu
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b) Nas palavras paroxítonas com i e u tônicos formando hiato (sequência de duas vogais que pertencem a sílabas diferentes), quando vierem após um ditongo. Veja:
| baiúca -> baiuca |
| bocaiúva -> bocaiuva |
| feiúra -> feiura |
| cheiínho -> cheiinho |
| saiínha -> saiinha |
| Taoísmo -> Taoismo |
Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou
seguidos de s), o acento permanece.
Exemplos: tuiuiú, Piauí.
seguidos de s), o acento permanece.
Exemplos: tuiuiú, Piauí.
c) Nas formas verbais que possuem o u tônico precedido das letras g ou q e seguido de e ou i. Esses casos ocorrem apenas nas formas verbais de arguir e redarguir. Observe:
| argúis -> arguis | ||
| argúem -> arguem | ||
| redargúis -> redarguis | ||
| redargúem -> redarguem |
2 - ACENTO DIFERENCIAL
O
acento diferencial é utilizado para auxiliar na identificação de
palavras homófonas (que possuem a mesma pronúncia). Com o acordo
ortográfico, ele deixará de existir nos seguintes casos: pára/para,
péla(s)/pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera. Observe
os exemplos:
Ela não pára de dançar.
Ela não para de dançar.
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A mãe péla o bebê para dar-lhe banho.
A mãe pela o bebê para dar-lhe banho.
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Este é o pólo norte.
Este é o polo norte.
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Os garotos gostam de jogar pólo.
Os garotos gostam de jogar polo.
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Meu gato tem pêlos brancos.
Meu gato tem pelos brancos.
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A menina trouxe pêra de lanche.
A menina trouxe pera de lanche.
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Atenção: existem duas palavras que continuarão recebendo acento diferencial:
pôr (verbo) -> para não ser confundido com a preposição por.
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pôde (verbo poder conjugado no passado) -> para que não seja confundido com pode (forma conjugada no presente).
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012
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Tipos de comunicação escrita
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Atitudes para Escutar Bem
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Habilidade de Ouvir
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Quando ouvimos atentamente uma pessoa, estamos na
verdade ouvindo duas partes distintas de sua mensagem.
Ouvir corretamente é:
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Dedos
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Ex.: Em
minha humilde opinião "(apontando o polegar para o peito)...".
Demonstração de atitude de superioridade Sinal duplo com atitude negativa ou defensiva (braços cruzados) mais a atitude de superioridade (polegares para cima). Pode ser entendido também como demonstração de autoconfiança (polegares para cima) com os braços cruzados, sensação de proteção. |
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Quando
uma pessoa usa um dos gestos de mão no rosto, um pensamento negativo penetrou
em sua mente e poderá representar dúvida, falsidade, incerteza, exagero,
apreensão ou mentira.
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OBSERVAÇÃO:
Pessoas que carregam armas raramente fazem gestos defensivos de braços
cruzados, porque a arma já fornece proteção suficiente ao corpo. Os oficiais
da polícia que usam revólveres, raramente cruzam os braços, a não ser que
estejam de guarda e, neste caso, normalmente usam a posição de mãos fechadas
para mostrar muito claramente que ninguém pode passar por onde eles estão.
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Qual é o caminho para as comunicações?
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As
comunicações são como uma rua de duas mãos,e a tarefa de comunicar-se não
está concluída até que haja compreensão, aceitação e ação resultante. A
finalidade da comunicação é afetar comportamentos.
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Um erro
comum é o de emitir instruções por escrito e acreditar que sua interpretação
será, assim, mais precisa e que não haverá possibilidade de problemas. Temos
plena necessidade de tanto verificar a receptividade de uma instrução escrita
como a de examinar o entendimento de instruções verbais.
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As
recompensas das boas comunicações são grandes, mas difíceis são os meios de
se obtê-las, para isto sempre esteja atento às bases para a boa comunicação.
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Avalação de Leitura - Português.
Odisseia – uma aventura no mar.
Os gregos guerreavam com os troianos há anos, parecia não ter mais fim aquela batalha. Ulisses, um dos combatentes traçou um plano: render-se aos troianos e presenteá-los com um gigantesco cavalo de madeira. Assim aconteceu. Os portões se abriram, o povo festejou com comidas e bebidas o presente, a rendição dos gregos.
No auge da festa, quando todos já estavam embriagados, o batalhão que se escondera no interior do cavalo desceram silenciosamente por cordas, os outros soldados que aguardavam disfarçados fora dos muros entraram sem resistência e foi o fim de Troia. Os gregos venceram os troianos. Incendiaram a cidade, acabaram com tudo, levaram de volta Helena, a rainha de Esparta, que havia sido raptada por Páris.
Vencida a guerra, os soldados iniciaram a viagem de volta. Nem todos conseguiram retornar aos seus lares. Alguns morreram no mar, outros se aventuraram a procura de novos lugares, outros conseguiram. E o nosso herói?
O nosso herói teve um destino muito cruel. Ulisses com os seus homens toma o caminho de volta para Ítaca, onde era rei. De repente, no meio da viagem, surge a voz de Poseidon, o deus dos oceanos, que revoltado com Ulisses o ataca com as mais terríveis tempestades e persegue-o provocando mal tempo até desviá-lo de sua rota.
Perderam-se na imensidão do mar. As dificuldades de Ulisses pareciam não terminar mais. Na ilha dos ciclopes, onde ficaram prisioneiros, furou o olho de um gigante para libertarem-se; enfrentou as mais terríveis tempestades causadas por Poseidon, o deus dos oceanos. Continuando a viagem, enfrentou uma deusa que transformava todas as pessoas em bicho; teve que vencer a sedução do canto das sereias; conseguiu passar entre os dois piores monstros do mar: um que gritava em altíssimos decibéis e outro que em determinadas horas engolia toda água do mar; viu seus homens morrerem um a um, foi prisioneiro de uma deusa que o amou terrivelmente; enfrentou o Hades, o terrível lugar dos mortos.
Finalmente, quando chega em Ítaca, precisou de nova estratégia para reconquistar o seu reino e sua família – ajudado por Atena, a deusa da guerra, transformou-se em mendigo, e auxiliado por seu filho e alguns fiéis, derrota todos os inimigos e reconquista tudo que lhe pertencia.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Sinais de Pontuação.
Ponto- (.)
* Marca o fim de uma frase:
O glorioso rei foi á guerra ao lado de seus soldados.
*Empregado em abreviaturas:
S. Paulo, etc. , Rio S. Francisco, Sto. Expedito, V. Exma.
Vírgula- (,)
Utilizada para separar os elementos de uma frase nos seguintes casos:
*Sujeito composto:
O rei, a rainha, a princesa, o príncipe e o bobo da corte moram no castelo.
*Expressão que explica o termo anterior:
O rei , o mais rico e poderoso homem da região, gosta de cavalgar com seus filhos.
*Elementos de uma lista:
O castelo possuía 20 quartos, duas cozinhas, cinco salões, sete torres e um fosso com jacarés famintos.
*Locuções explicativas:
O rei correu, ou melhor, saiu em disparada com seu cavalo.
Exemplos de locução: isto é, ou seja, quer dizer, por exemplo.
* Marca o fim de uma frase:
O glorioso rei foi á guerra ao lado de seus soldados.
*Empregado em abreviaturas:
S. Paulo, etc. , Rio S. Francisco, Sto. Expedito, V. Exma.
Vírgula- (,)
Utilizada para separar os elementos de uma frase nos seguintes casos:
*Sujeito composto:
O rei, a rainha, a princesa, o príncipe e o bobo da corte moram no castelo.
*Expressão que explica o termo anterior:
O rei , o mais rico e poderoso homem da região, gosta de cavalgar com seus filhos.
*Elementos de uma lista:
O castelo possuía 20 quartos, duas cozinhas, cinco salões, sete torres e um fosso com jacarés famintos.
*Locuções explicativas:
O rei correu, ou melhor, saiu em disparada com seu cavalo.
Exemplos de locução: isto é, ou seja, quer dizer, por exemplo.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
O Ato de Estudar.
Tinha chovido muito toda a noite. Havia enormes poças de água nas partes baixas do terreno. Em certos lugares , a terra , de tão molhada , tinha virado lama. Às vezes os pés apenas escorregavam nela. Às vezes , mais do que escorregar , os pés se atolavam na lama até em cima dos tornozelos . Era dificíl de andar .
Pedro e Antônio estavam transportando numa camioneta cestos cheios de cacau para o sítio onde deveriam secar . Em certa altura , perceberam que a camioneta não atravessaria o atoleiro que tinham pela frente . Pararam. Desceram da camioneta. Olharam o atoleiro , que era um problema para eles. Atravessaram os dois metros da lama , defendidos pelas suas botas de cano longo. Sentiram a espessura do lamaçal. Pensaram. Discutiram como resolver o problema. Depois, com a ajuda de algumas pedras e de galhos secos de árvores deram ao terreno a consistência mínima para que as rodas da camioneta passasem sem se atolar.
Não se estuda apenas na escola.
Pedro e Antônio estudaram enquanto trabalhavam. Estudar é assumir uma atitude séria e curiosa diante de um problema.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Advérbio.
É uma palavra que modifica (que se refere) a um [[verbo]], a um [[adjetivo]], a um outro [[advérbio]].
A maioria dos advérbios modifica o verbo, ao qual acrescenta uma circunstância. Só os de intensidade é que podem também modificar adjetivos e advérbios.
Mora muito longe. (muito = modifica o advérbio longe).
Sairei cedo para alcançar os excursionistas (cedo = modifica o verbo sairei).
Eram exercícios bem difíceis (bem = modifica o adjetivo difíceis).
Classificação Dos Advérbios
1º) De Afirmação: sim, certamente, deveras, realmente, incontestavelmente, efetivamente.
2º) De Dúvida: talvez, quiçá, acaso, porventura, provavelmente, decerto, certo.
3º) De Intensidade: muito, mui, pouco, assaz, bastante, mais, menos, tão, demasiado, meio, todo, completamente, profundamente, demasiadamente, excessivamente, demais, nada, ligeiramente, levemente, quão, quanto, bem, mas, quase, apenas, como.
4º) De Lugar: abaixo, acima, acolá, cá, lá, aqui, ali, aí, além, algures, aquém, alhures, nenhures, atrás, fora, afora, dentro, longe, adiante, diante, onde, avante, através, defronte, aonde, donde, detrás.
5º) De Modo: bem, mal, assim, depressa, devagar, como, adrede, debalde, melhor, pior, aliás, calmamente, livremente, propositadamente, selvagemente, e quase todos os advérbios terminados em "mente".
6º) De Negação: não, absolutamente.
7º) De Tempo: agora, hoje, amanhã, depois, ontem, anteontem, já, sempre, amiúde, nunca, jamais, ainda, logo, antes, cedo, tarde, ora, afinal, outrora, então, breve, aqui, nisto, aí, entrementes, brevemente, imediatamente, raramente, finalmente, comumente, presentemente, etc.
Há ainda advérbios interrogativos: onde? aonde? quando? como? por quê?: Onde estão eles? Quando sairão? Como viajaram? Por que não telefonaram?
A maioria dos advérbios modifica o verbo, ao qual acrescenta uma circunstância. Só os de intensidade é que podem também modificar adjetivos e advérbios.
Mora muito longe. (muito = modifica o advérbio longe).
Sairei cedo para alcançar os excursionistas (cedo = modifica o verbo sairei).
Eram exercícios bem difíceis (bem = modifica o adjetivo difíceis).
Classificação Dos Advérbios
1º) De Afirmação: sim, certamente, deveras, realmente, incontestavelmente, efetivamente.
2º) De Dúvida: talvez, quiçá, acaso, porventura, provavelmente, decerto, certo.
3º) De Intensidade: muito, mui, pouco, assaz, bastante, mais, menos, tão, demasiado, meio, todo, completamente, profundamente, demasiadamente, excessivamente, demais, nada, ligeiramente, levemente, quão, quanto, bem, mas, quase, apenas, como.
4º) De Lugar: abaixo, acima, acolá, cá, lá, aqui, ali, aí, além, algures, aquém, alhures, nenhures, atrás, fora, afora, dentro, longe, adiante, diante, onde, avante, através, defronte, aonde, donde, detrás.
5º) De Modo: bem, mal, assim, depressa, devagar, como, adrede, debalde, melhor, pior, aliás, calmamente, livremente, propositadamente, selvagemente, e quase todos os advérbios terminados em "mente".
6º) De Negação: não, absolutamente.
7º) De Tempo: agora, hoje, amanhã, depois, ontem, anteontem, já, sempre, amiúde, nunca, jamais, ainda, logo, antes, cedo, tarde, ora, afinal, outrora, então, breve, aqui, nisto, aí, entrementes, brevemente, imediatamente, raramente, finalmente, comumente, presentemente, etc.
Há ainda advérbios interrogativos: onde? aonde? quando? como? por quê?: Onde estão eles? Quando sairão? Como viajaram? Por que não telefonaram?
Locuções adjetivas.
As locuções adjetivas são conjuntos de palavras que, em sua maioria (preposições + substantivos) possuem valor e função de adjetivo. Ou seja, em uma locução não se pode ter verbo, senão a locução torna-se uma frase.Ou se preferir é uma palavra com mais de uma palavra. Exemplo: Dor de estômago. "DE ESTÔMAGO" é uma locução adjetiva. Às vezes, uma locução adjetiva tem o adjetivo equivalente, mas o significados de ambos não são equivalentes. Quando se diz por exemplo,"Aquele vereador tem opiniões infantis", o adjetivo, nesse caso, não significa "da infância", e sim que as opiniões do vereador são ingênuas, simplórias, sem profundidade Locução adjetiva é o conjunto de palavras que tem valor de adjetivo.
Alguns exemplos clássicos de locuções adjetivas:
De aluno:discente
De chuva pluvial
Amor 'de pai' = substituir por paterno
Carne 'de porco' = substituir por suíno
Curso 'da tarde' = substituir por vespertino
Amor 'de mãe'=substituir por materno
Energia 'do vento'=substituir por eólica
Muitas locuções adjetivas possuem um adjetivo correspondente, podendo ser substituído por este. Segue alguns exemplos:
Arsenal de guerra - (Locução adjetiva)
Arsenal bélico - (Adjetivo)
Veneno de serpente - (Locução adjetiva)
Veneno ofídico - (Adjetivo)
por exemplo tesoura da escola é loucuçao adjetiva, já tesoura escolar é adjetivo
Alguns exemplos clássicos de locuções adjetivas:
De aluno:discente
De chuva pluvial
Amor 'de pai' = substituir por paterno
Carne 'de porco' = substituir por suíno
Curso 'da tarde' = substituir por vespertino
Amor 'de mãe'=substituir por materno
Energia 'do vento'=substituir por eólica
Muitas locuções adjetivas possuem um adjetivo correspondente, podendo ser substituído por este. Segue alguns exemplos:
Arsenal de guerra - (Locução adjetiva)
Arsenal bélico - (Adjetivo)
Veneno de serpente - (Locução adjetiva)
Veneno ofídico - (Adjetivo)
por exemplo tesoura da escola é loucuçao adjetiva, já tesoura escolar é adjetivo
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
São Francisco do Sul.
* Museu Nacional do Mar.


No Museu Nacional do Mar existem mais de 250 tipos de embarcações , 100 tipos de canoas e dezenas de tipos de jangadas. Isso faz do Brasil o país mais rico em tipos de embarcações. O Museu Nacional do Mar foi construído para preservar um número significativo de embarcações e instrumentos de bordo.
* Forte Marechal Luz:


Sua fundação ocorreu no ano de 1909, sobre as ruínas do antigo forte. Em novenbro de 1915 foi feita a implantação da 5 ª Bateria Independente de Artilharia da Costa. Lá havia 4 canhões de artilharia Armstrong de 1893 que possíbilitariam a defesa da costa.
* Centro Histórico:

![]()
Ele retrata parteda história da cidade em cada um dos prédios que abriga. Elas foram construídas nos séculos XVII, XVIII e XIX, são moradias, estabelicimentos comerciais e de visitação.
No Museu Nacional do Mar existem mais de 250 tipos de embarcações , 100 tipos de canoas e dezenas de tipos de jangadas. Isso faz do Brasil o país mais rico em tipos de embarcações. O Museu Nacional do Mar foi construído para preservar um número significativo de embarcações e instrumentos de bordo.
* Forte Marechal Luz:
Sua fundação ocorreu no ano de 1909, sobre as ruínas do antigo forte. Em novenbro de 1915 foi feita a implantação da 5 ª Bateria Independente de Artilharia da Costa. Lá havia 4 canhões de artilharia Armstrong de 1893 que possíbilitariam a defesa da costa.
* Centro Histórico:
Ele retrata parteda história da cidade em cada um dos prédios que abriga. Elas foram construídas nos séculos XVII, XVIII e XIX, são moradias, estabelicimentos comerciais e de visitação.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Reforma Ortográfica IV
A Câmara dos Deputados aprovou dia 21/02/2001 o acordo ortográfico da língua portuguesa, assinado em Lisboa, em 1990. A exemplo do Brasil, os outros sete países onde o Português é a língua oficial: Portugal, Guiné Bissau, Angola, Moçambique, São Tomé, Príncipe, Cabo Verde e Timor Leste também estão adotando o vocabulário ortográfico comum, nos termos do acordo. A reforma ortográfica, que atinge apenas 2% da escrita, deixa praticamente intactas as regras de acentuação gráfica, mas suprime o trema, simplifica as regras do hífen e elimina as consoantes mudas, como a letra "c" da palavra exacto. Para colocar o novo acordo em prática, o deputado José Lourenço (PMDB-BA), nascido em Portugal, sugeriu, durante encontro com o presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, a unificação dos livros de português, matemática e ciências do ensino fundamental a serem usados pelos oito países. O acordo agora deverá ser ratificado pelo Senado Federal.
O texto a seguir, repassado por José Félix, de Portugal, a Eliane Malpighi, está publicado com o título: "Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa", pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda, E.P., Lisboa , 1991
ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA (1990)
Base I
Do Alfabeto e dos Nomes próprios estrangeiros e seus derivados
1º O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras, cada uma delas com uma forma minúscula e outra maiúscula:
a A (á) n N (ene)
b B (bê) o O (ó)
c C (cê) p P (pê)
d D (dê) q Q (quê)
e E (é) r R (erre)
f F (efe) s S (esse)
g G (gê ou guê) t T (tê)
h H (agá) u U (u)
i I (i) v V (vê)
j J (jota) w W (dáblio)
k K (capa ou cá) x X (xis)
l L (ele) y Ý (ípsilon)
m M (eme) z Z (zê)
Obs.: 1 - Além destas letras, usam-se o ç (cê) cedilhado) e os seguintes dígrafos: rr (erre duplo), ss (esse duplo), ch (cê-agá), lh (ele-agá), nh (ene-agá), gu (guê-u) e qu (quê-u).
2 - Os nomes das letras acima sugeridos não excluem outras formas de as designar.
2º As letras K, w, e y, usam-se nos seguintes casos especiais:
a) Em antropónimos/antropônimos originários de outras línguas e seus derivados: Franklin, frankliniano; Kant, kantiano, Darwin, darwiniano; Wagner, wagneriano; Byron, byroniano; Taylor, taylorista; b) Em topónimos/topônimos originários de outras línguas e seus derivados: Kwañza, Kuwait, kuwaitiano; Malawi, malawiano;3º Em congruência com o número anterior, matêm-se nos vocábulos derivados eruditamente de nomes próprios estrangeiros quaisquer combinações gráficas ou sinais diacríticos não peculiares à nossa escrita que figurem nesses nomes: comtista, de Comte, garretiano, de Garret;jeffersónia/jeffersônia, de Jefferson; mülleriano, de Müller, shakespeariano, de Shakespeare. Os vocábulos autorizados registarão grafias alternativas admissíveis, em casos de divulgação de certas palavras de tal tipo de origem (a exemplo de fúcsia/fúchsia e derivados, buganvília/buganvílea/bouganvíllea). 4º Os dígrafos finais de origem hebraica ch, ph, e th, podem conservar-se em forma onomásticas da tradição bíblica, como Baruch, Loth, Moloch, Ziph, ou então simplificar-se: Baruc, Lot, Moloc, Zif. Se qualquer um destes dígrafos, em formas do mesmo tipo, é invarialvelmente mudo, elimina-se: José, Nazaré, em vez de Joseph, Nazareth;e se algum deles, por força do uso, permite adaptação, substitui-se, recebendo uma adição vocálica: Judite, em vez de Judith.
c) Em siglas, símbolos e mesmo em palavras adotadas como unidades de medida de curso internacional: TWA, KLM; K-potássio (de kalium) W-oeste (West); Kg-quilograma, Km-quilómetro, KW-kilowatt, yd-jarda(yard); Watt.
5º As consoantes finais grafadas b, c, d, g, e t mantêm-se, quer sejam mudas quer proferidas nas formas onomásticas em que o uso as consagrou, nomeadamente antropónimos/antropônimos e topónimos/topônimos da tradição bíblica: Jacob, Job,
Moab, Isaac, David, Gad; Gog, Magog; Bensabat, Josafat. Integram-se também nesta forma: Cid, em que o d é sempre pronunciado; Madrid e Valladolid, em que o d ora é pronunciado, ora não; e Calecut ou Calicut, em que o t se encontra nas mesmas condições. Nada impede, entretanto, que dos antropónimos/antro´pônimos em apreço sejam usados sem a consoante final Jó, Davi e Jacó.
6º Recomenda-se que os topónimos/topônimos de línguas estrangeiras se substituam, tanto quanto possível, por formas vernáculas, quando estas sejam antigas e ainda vivas em português ou quando entrem, ou possam entrar, no uso corrente. Exemplo:Anvers, substituido por Antuérpia; Cherbourg, por Cherburgo; Garonne, por Garona; Géneve por Genebra; Jutland por Jutlândia; Milano por Milão; München por Munique; Torino por Turim; Zürich por Zurique, etc.
Base II
Do h inicial e final
1º O h inicial emprega-se:
a) Por força da etimologia: haver, hélice, hera, hoje, hora, homem, humor; b) Em virtude de adoção convencional: hã?, hem?, hum!2º O h inicial suprime-se:
a) Quando, apesar da etimologia, a sua supressão está inteiramente consagrada pelo uso: erva, em vez de herva; e, portanto, ervaçal, ervanário, ervoso (em contraste com herbáceo, herbanário, herboso, formas de origem erudita); b) Quando, por via de composição, passa a interior e o elemento em que figura se aglutina ao precedente: biebdomadário, desarmonia, desumano, exaurir, inábil, lobisomem, reabilitar, reaver.3º O h inicial mantém-se, no entanto, quando uma palavra composta pertence a um elemento que está ligado ao anterior por meio de hífen: anti-higiénico/anti-higiênico, contra-haste, pré-história, sobre-humano. 4º O h final emprega-se em interjeições: ah! oh!
Base III
Da homofonia de certos grafemas consonânticos
Dada a homofonia existente entre certos grafemas consonânticos, torna-se necessário diferenciar os seus empregos, que fundamentalmente se regulam pela história das palavras. É certo que a variedade das condições em que se fixam na escrita os grafemas consonânticos homófonos nem sempre permite fácil fiferenciação dos casos em que se deve empregar uma letra e daqueles em que, diversamente, se deve empregar outra, ou outras, a representar o mesmo som. Nesta conformidade, importa notar, principalmente, os seguintes casos:
1º Distinção gráfica entre ch e x: achar, archote, bucha, capacho, capucho, chamar, chave, Chico, chiste, chorar, colchão, colchete, endecha, estrebucha, facho, ficha, flecha, frincha, gancho, inchar, macho, mancha, murchar, nicho, pachorra, pecha, pechincha, penacho, rachar, sachar, tacho; ameixa, anexim, baixel, baixo, bexiga, bruxa, coaxar, coxia, debuxo, deixar, eixo, elixir, enxofre, faixa, feixe, madeixa, mexer, oxalá, praxe, puxar, rouxinol, vexar, xadrez, xarope, xenofobia, xerife, xícara.
2º Distinção gráfica entre g, com valor de fricativa palatal, e j: adágio, alfageme, Álgebra, algema, algeroz, Algés, algibebe, algibeira, álgido, almargem, Alvorge, Argel, estrangeiro, falange, ferrugem, frigir, gelosia, gengiva, gergelim, geringonça, Gibraltar, ginete, ginja, girafa, gíria, herege, relógio, sege, Tânger, virgem; adjectivo, ajeitar, ajeru (nome de planta indiana e de uma espécie de papagaio), canjerê, canjica, enjeitar, granjear, hoje, intrujice, jecoral, jejum, jeira, jeito, Jeová, jenipapo, jequiri, jequitibá, Jeremias, Jericó, jerimum, Jerónimo, Jesus, jibóia, jiquipanga, jiquiró, jiquitaia, jirau, jiriti, jitirama, laranjeira, lojista, majestade, majestoso, manjerico, manjerona, mucujê, pajé, pegajento, rejeitar, sujeito, trejeioto.
3º Distinção gráfica entre as letras, s, ss, c, ç, e x, que representam sibilantes surdas: ânsia, ascensão, aspersão, cansar, conversão, esconso, farsa, ganso, imenso, mansão, mansarda, manso, pretrensão, remanso, seara, seda, Seia, Sertã, Sernancelhe, serralheiro, Singapura, Sintra, sisa, tarso, terso, valsa; abadessa, acossar, amassar, arremessar, Asseiceira, asseio, atravessar, benesse, Cassilda, codesso (identicamente Codessal ou Codassal, Codesseda, Codessoso, etc.), crasso, devassar, dossel, egresso, endossar, escasso, fosso, gesso, molosso, mossa, obsessão, pêssego, possesso, remessa, sossegar,; acém, acervo, alicerce, cebola, cereal, Cernache, cetim, Cinfães, Escócia, Macedo, obcecar, percevejo; açafate, açorda, açúcar, almaço, atenção, berço, Buçaco, caçange, caçula, caraça, dançar, Eça, enguiço, Gonçalves, inserção, linguiça, maçada, Mação, maçar, Moçambique, Monção, muçulmano, murça, negaça, pança, peça, quiçaba, quiçaça, quiçama, Seiça, (grafia que pretere as erróneas/errôneas Ceiça e Ceissa), Seiçal, Suiça, terço; auxílio, Maximiliano, Maximino, máximo, próximo, sintaxe.
4º Distinção gráfica entre s de fim de sílaba (inicial ou interior) e x e z com idêntico valor fónico/fônico: adestrar, Calisto, escusar, esdrúxulo, esgotar, esplanada, esplêndido, espontâneo, espremer, esquisito, estender, Estremadura, Estremoz, inesgotável; extensão, explicar, extraordinário, inextricável, inexperto, sextante, têxtil,; capazmente, infelizmente, velozmente. De acordo com esta distinção convém notar dois casos:
a) Em final de sílaba que não seja final de palavra, o x=s muda para s sempre que está precedido de i ou u: justapor, justalinear, misto, sistino (cf. Capela Sistina), Sisto, em vez de juxtapor, juxtalinear, mixto, sixtina, Sixto; b) Só nos advérbios em -mente se admite z, com valor idêntico ao de s, em final de sílaba seguida de outra consoante (cf. capazmente, etc.); de contrário, o s, toma sempre o lugar de z: Biscaia, e não Bizcaia;5º Distinção gráfica entre s final de palavra e x e z com idêntico valor fónico/fônico: aguarrás, aliás, anis, após, atrás, através, Avis, Brás, Dinis, Garcês, gás, Gerês, Inês, íris, Jesus, jus, lápis, Luís, país, português, Queirós, quis, retrós, revés, Tomás, Valdês; cálix, Félix, Fénix, flux; assaz, arroz, avestruz, dez, diz, fez (substantivo e forma do verbo fazer), fiz, Forjaz, Galaaz, giz, jaez, matiz, petiz, Queluz, Romariz, [Arcos de] Valdevez, Vaz. A propósito, deve observar-se que é inadmissível z final equivalente a s em palavra não oxítona: Cádis, e não Cádiz 6º Distinção gráfica entre as letras interiores s, x e z, que representam sibilantes sonoras: aceso, analisar, anestesia, artesão, asa, asilo, Baltasar, besouro, besuntar, blusa, brasa, brasão, Brasil, brisa, [Marco de] Canaveses, coliseu, defesa, duquesa, Elisa, empresa, Ermesinde, Esposende, frenesi ou frenesim, frisar, guisa, improviso, jusante, liso, lousa, Lousã, Luso (nome de lugar, homónimo/homônimo de Luso, nome mitológico), Matosinhos, Meneses, Narciso, Nisa, obséquio, ousar, pesquisa, portuguesa, presa, raso, represa, Resende, Sacerdotisa, Sesimbra, Sousa, surpresa, tisana, transe, trânsito, vaso; exalar,exemplo, exibir, exorbitar, exuberante, inexato, inexorável; abalizado, alfazema, Arcozelo, autorizar, azar, azedo, azo, azorrague, baliza, buzina, búzio, comezinho, deslizar, deslize, Ezequiel, fuzileiro, Galiza, guizo, helenizar, lambuzar, lezíria, Mouzinho, proeza, sazão, urze, vazar, Veneza,
BASE IV
Das sequûncias consonânticas
1º O c, com valor de oclusiva velar, das sequências interiores cc (segundo c com valor de sibilante) cç e ct e o p das sequências interiores pc (com valor de sibilante), pç e pt, ora se conservam, ora se eliminam.
Assim:
a) Conservam-se nos casos em que são invariavelmente proferdos nas pronúncias cultas da língua: compacto, convicção, convicto, ficção, friccionar, pacto, pictural; adepto, apto, díptico, erupção, eucalipto, inepto, núpcias, rapto; b) Eliminam-se nos casos em que são invariavelmente mudos nas pronúncias cultas da língua: ação, acionar, afetivo, aflição, aflito, ato, coleção, coletivo, direção, diretor, exato, objeção; adoção, adotar, batizar, Egito, ótimo;2º Conservam-se ou eliminam-se, facultativamente, quando se proferem numa pronúncia culta, quer fgeral, quer restritamente, ou então quando oscilam entre a prolação e o emudecimento: o b da sequência bd, em súbdito; o b da sequência bt, em subtil e seus derivados; o g da sequência gd, em amígdala, amigdalácea, amigdalar, amigdalato, amigdalite, amigdalóide, amigdalopatia, amigdalotomia; o m da sequência mn, em amnistia, amnistiar, idemne, indemnidade, indemnizar, omnímodo, omnipotente, omnisciente, etc.; o t da sequência tm, em aritmética e aritmético.
c) Conservam-se ou eliminam-se facultativamente, quando se proferem numa pronúncia culta, quer geral quer restritamente, ou então quando oscilam entre a prolação e o emudecimento: aspecto e aspeto, cacto e cato, caracteres e carateres, dicção e dição; facto e fato, sector e setor; ceptro e cetro, concepçãoe conceção, corrupto e corruto, recepção e receção;
d) Quando, nas sequências interiores mpc, mpç e mpt se eliminar o p de acordo com o determinado nos parágrafos precedentes, o m passa a n, escrevendo-se, respetivamente, nc, nç e nt:assumpcionista e assuncionista; assumpção e assunção; assumptível e assuntível; permptório e perentório, sumptuoso e suntuoso, sumptuosidade e suntuosidade,
BASE V
Das vogais átonas
1º O emprego do e e do i, assim como o do o e do u , em sílaba átona, regula-se fundamentalmente pela etimologia e por particularidades da história das palavras. Assim se estabelecem variadíssimas grafias:
a) Com e e i,: ameaça, amealhar, antecipar, arrepiar, balnear, boreal, campeão, cardeal, (prelado, ave, planta; diferente de cardial = «relativo à cárdia»), Ceará, côdea, enseada, enteado, Floreal, janeanes, lêndea, Leonardo, Leonel, Leonor, Leopoldo, Leote, linear, meão, melhor, nomear, peanha, quase ( em vez de quási), real, semear, semelhante, várzea; ameixial, Ameixieira, amial, amieiro, arrieiro, artilharia, capitânia, cordial(adjectivo e substantivo), corriola, crânio, criar, diante, diminuir, Dinis, feregial, Filinto, Filipe (e identicamente Filipa, Filipinas, etc.,), freixial, giesta, Idanha, igual, imiscuir-se, inigualável, lampião, limiar, Lumiar, lumieiro, pátio, pior, tigela, tijolo, Vimieiro, Vimioso; b) Com o e u: abolir, Alpendurada, assolar, borboleta, cobiça, consoada, consoar, costume, díscolo, êmbolo, engolir, epístola, esbaforir-se, esboroar, farandola, femoral, Freixoeira, girândola, goela, jocoso, mágoa, névoa, nódoa, óbolo, Páscoa, Pascoal, Pascoela, polir, Rodolfo, távoa, tavoada, távola, t^mbola, veio (substantivo e forma do verbo vir); açular, água, aluvião, arcuense, assumir, bulir, camândulas, curtir, curtume, embutir, entupir, fémur/fêmur, fístula, glândula, ínsua, jucundo, légua, Luanda, lucubração, lugar, mangual, Manuel, míngua, Nicarágua, pontual, régua, tábua, tabuada, tabuleta, trégua, virtualha.2º Sendo muito variadas as condições etimológicas e histórico-fonéticas em que se fixam graficamente e e i ou o e u em sílaba átona, é evidente que só a consulta dos vocabulários ou dicionários pode indicar, muitas vezes, se deve empregar-se e ou i, se o ou u. Há, todavia, alguns casos em que o uso dessas vogais pode ser facilmente sistematizado. Convém fixar os seguintes:
a) Escrevem-se com e, e não com i, antes da sílaba tónica/tônica, os substantivos e adjectivos que precedem de substantivos terminados em -eio e -eia, ou com eles estão em relação direta. Assim se regulam: aldeão, aldeola, aldeota por aldeia; areal, areeiro, areento, Areosa, por areia; aveal ~por aveia; baleal por baleia; cadeado por cadeia; candeeiro por candeia; centeeiro e centeeira por centeio; colmeal e colmeeiro por colmeia; correada e correame por correia; b) Escrevem-se igualmente com e, antes de vogal ou ditongo da sílaba tónica/tônica, os derivados de palavras que terminam em e acentuado (o qual pode representar um antigo hiato;ea,ee): galeão, galeota, galeote, de galé; coreano, de Coreia; dameano, de Daomé; guineense, de Guiné; poleame e poleeeiro, de polé;BASE VI Das vogais nasais
c) Escrevem-se com i, e não com e, antes da sílaba tónica/tônica, os adjectivos e substantivos derivados em que entram os sufixos mistos de formação vernácula -iano e -iense, os quais são o resultado da combinação dos sufixos -ano e -ense com um i de origem analógica (baseado em palavras onde -ano e -ense estão precedidos de i pertencente ao tema: horaciano, italiano, duriense, flaviense, etc.): açoriano, acriano (de Acre), camoniano, goisiano (relativo a Damião de Góis), siniense (de Sines), sofocliano, torriano, torriense [de Torre(es)];
d) Uniformizam-se com as terminações -io e -ia (átonas), em vezde -eo e -ea, os substantivos que constituem variações, obtidas por ampliação, de outros substantivos terminados em vogal: cúmio(popular), de cume; hástia, de haste; réstia, do antigo reste; véstia, de veste;
e) Os verbos em -ear podem distinguir-se praticamente grande número de vezes dos verbos em -iar, quer pela formação, quer pela conjugação e formação ao mesmo tempo. Estão no primeiro caso todos os verbos que se prendem a substantivos em -eio ou -eia (sejam formados em português ou venham já do latim); assim se regulam: aldear, por aldeia; alhear, por alheio; cear, por ceia; encadear por cadeia; pear, por peia; etc. Estão no segundo caso todos os verbos que tem normalmente flexões rizotónicas/rizotônicas em -eio, -eias. etc.:clarear, delinear, devanear, falsear, granjear, guerrear, hastear, nomear, sem~ear, etc. Existem, no entanto, verbos em -iar, ligados a substantivos com as terminações átonas -ia ou -io, que admitem variantes na conjugação: negoceio ou negocio (cf. negócio); premeio ou premio ( cf, prémio/prêmio), etc.;
f) Não é lícito o emprego do u final átono em palavras de origem latina. Escreve-se, por isso: moto, em vez de mótu (por exemplo, na expressão de moto próprio); tribo, em vez de tríbu;
g) Os verbos em -oar distinguem-se praticamente dos verbos em -uar pela sua conjugação nas formas rizotónicas/rizotônicas, que têm sempre o na sílaba acentuada: abençoar com o, como abençoo, abençoas, etc.; destoar, com o, como destoo, destoas, etc.; mas acentuar, com u, como acentuo, acentuas, etc.
Na representação das vogais nasais devem observar-se os seguintes preceitos:
1º Quando uma vogal nasal ocorre em fim de palavra, ou em fim de elemento seguido de hífen, representa-se a nasalidade pelo til, se essa vogal é de timbre a; por m, se possui qualquer outro timbre e termina a palavra; e por n, se é de timbre diverso de a e está seguida de s: afã, grã, Grã-Bretanha, lã, órfá, sã-braseiro (forma dialetal; o mesmo que são-brasense=de S.Brás de Alportel); clarim, tom, vacum; flautins, semitons, zunzuns.
2º Os vocábulos terminados em -ã transmitem esta representação do a nasal aos advérbios em -mente que deles se formem, assim como a derivados em que entrem sufixos iniciados por z: cristãmente, sãmente; lãzudo, maçãzita, manhãzinha, romãzeira.
BASE VII
Dos Ditongos
1º Os ditongos orais, que tanto podem ser tónicos/tônicos como átonos, distribuem-se por dois grupos gráficos principais, conforme o segundo elemento do ditongo é representado por i ou u:ai, ei, éi, ui; au, eu, éu, iu, ou; braçais, caixote, deveis, eirado, farnéis (mas farneizinhos), goivo, goivar, lençóis, (mas lençoizinhos), tafuis, uivar, cacau, cacaueiro, deu, endeusar, ilhéu (mas ilheuzinho), mediu, passou, regougar.
Obs.: Admitem-se, todavia, excecionalmente à parte destes dois grupos, os ditongos grafados ae (=âi ou ai) e ao (=âu ou au): o primeiro, representado nos antropónimos/antropônimos Caetano e Caetana, assim como nos respectivos derivados e compostos (caetaninha, são-caetano,etc); o segundo, representado nas combinações da preposição a com as formas masculinas do artigo ou pronome demonstrativo o, ou seja, ao e aos.
2º Cumpre fixar, a propósito dos ditongos orais, os seguintes preceitos partivulares:
a) É o ditongo grafado ui, e não a sequência vocálica grafada ue, que se emprega nas formas de 2ª e 3ª pessoas do singular do presente do indicativo e igualmente na da 2ª pessoa do singular do imperativo dos verbos em -uir: constituis, influi, retribui. Harmonizam-se, portanto, essas formas com todos os casos de ditongo grafado ui de sílaba final ou fim de palavra (azuis, fui, Guardafui, Rui, etc.); e ficam assim em paralelo fráfico-fonético com as formas de 2ª e 3ª pessoas do singular do presente do indicativo e de 2ª pessoas do singular do imperativo dos verbos em -air, e em -oer: atraia, cai, sai; móis, remói, sói; b) É o ditongo grafado ui que representa sempre, em palavras de origem latina, a união de um u a um i átono seguinte. Nãodivergem, portanto, formas como fluido de formas como gratuito. E isso não impede que nos derivados de formas daquele tipo as vogais grafadas u e i se separem: fluídico, fluidez (u-i);
c) Além dos ditongos orais propriamente ditos, os quais são todos decrescentes, admite-se, como é sabido, a existência de ditongos crescentes. Podem considerar-se no número deles as sequências vocálicas pós-tónicas/pós-tônicas, tais as que se representam graficamente por ea, eo, ia, ie, io, oa, ua, ue, uo:áurea, áureo, calúnia, espécie, exímio, mágoa, ténue, tríduo.
3º Os ditongos nasais, que na sua maioria tanto podem ser tónicos/tônicos como átonos, pertencem graficamente a dois tipos fundamentais: ditongos representados por vogal com til e semivogal; ditongos representados por uma vogal seguida da consoante nasal m. Eis a indicação de uns e outros:
a) Os ditongos representados por vogal com til e semivogal são quatro, considerando-se apenas a língua padrão contemporânea: ãe (usado em vocabulos oxítonos e derivados), ãi (usado em vocábulos anoxítonos e derivados, ão e õe. Exemplos: cães, Guimarães, mãe, mãezinha; ´cãibas, cãibeiro, cãibra, zãibo; mão, mãozinha, não, quão, sotãozinho, tão; Camões, orações, oraçõezinhas, põe, repões. Ao lado de tais ditongos pode, por exemplo, colocar-se o ditongo u~i; mas este, emborase exmplifique numa forma popular como r~ui=ruim, representa-se sem o til nas formas muito e mui, por obediência à tradição; b) Os ditongos representados por uma vogal seguida da consoante nasal n são dois: am e em. Divergem, porém, nos seus empregos:
i) am (sempre átono) só se emprega em flexões verbais: amam, deviam, escreveram, puseram;
ii) em (tónico/tônico, ou átono) emprega-se em palavras de categorias morfológicas diversas, incluindo flexões verbais, e pode apresentar variantes gráficas determinadas pela posição e pela acentuação: bem, Bembom, Bemposta, cem, devem, nem, quem, sem, tem, virgem, Bencanta, Benfeito, Benfica, benquisto, bens, enfim, enquanto, homenzarrão, homenzinho, nuvenzinha, tens, virgens, amén, (variação de ámen), armazém, convém, mantém, ninguém, porém, Santarém, também; convêm, mantêm, têm (3ªs pessoas do plural); armazéns, desdéns, convéns, reténs, Belenzada, vintenzinho.
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