Em todas as palavras com mais de uma sílaba há uma que é pronunciada com maior intensidade: a sílaba tônica.
De acordo com a posição da sílaba tônica, a palavra é classificada como:
Oxítona:
-> A última sílaba é tônica.
Paroxítona:
-> A penúltima sílaba é tônica.
Proparoxítona:
-> A antepenúltima sílaba é tônica.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Emília no País da Gramática
Uma das obras-primas de Monteiro Lobato é provavelmente o livro mais original que se escreveu sobre o assunto.
A língua é figurada como um país, o País da Gramática, povoado por sílabas, pronomes, numerais...Quindim, o rinoceronte, leva todo o pessoal do sítio para lá, e é ele que tudo mostra e explica.
Texto de: Victor da Rosa.
Ilustração de: Augusto Benetti.
A língua é figurada como um país, o País da Gramática, povoado por sílabas, pronomes, numerais...Quindim, o rinoceronte, leva todo o pessoal do sítio para lá, e é ele que tudo mostra e explica.
Texto de: Victor da Rosa.
Ilustração de: Augusto Benetti.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Caracteristicas dos Contos de Aventura.
Na tradição oral, as histórias compiladas não eram destinadas ao público infantil e sim aos adultos. Foram os irmãos Grimm que as dedicaram às crianças por sua temática mágica e maravilhosa. Fundiram, assim, esses dois universos: o popular e o infantil. O título escolhido para a coletânea já evidencia uma proposta educativa. Alguns temas considerados mais cruéis ou imorais foram descartados do manuscrito de 1810.
O Romantismo trouxe ao mundo um sentido mais humanitário. Assim, a violência presente nos contos de Charles Perrault, cede lugar a um humanismo, onde se destaca o sentido do maravilhoso da vida. Perpassam pelas histórias, de forma suave, duas temáticas em especial: a solidariedade e o amor ao próximo. A despeito dos aspectos negativos que continuam presentes nessas histórias, o que predomina, sempre são a esperança e a confiança na vida. É possível observar essa diferença, confrontando-se os finais da história de Chapeuzinho Vermelho em Perrault, que termina com o lobo devorando a menina e a avó, e em Grimm, onde o caçador abre a barriga do lobo, deixando que as duas fiquem vivas e felizes enquanto o lobo morria com a barriga cheia de pedras que o caçador ali colocou.
Os Contos de Grimm não são propriamente contos de fadas, distribuindo-se em:
Essa reiteração dos mesmos esquemas na literatura popular-infantil vai, pois, ao encontro da exigência interior de seus leitores: apreciarem a repetição de situações conhecidas, porque isso permite o prazer de conhecer, por antecipação, tudo o que vai acontecer na história. E mais, dominando, a priori, a marcha dos acontecimentos, o leitor sente-se seguro interiormente. É como se pudesse dominar a vida que flui e lhe escapa.
Vários críticos afirmam serem as histórias dos Grimm incentivadoras do conformismo e da submissão. Ainda assim, a permanência dessas narrativas, oriundas da tradição popular, justifica o destaque conferido a estes autores alemães.
O Romantismo trouxe ao mundo um sentido mais humanitário. Assim, a violência presente nos contos de Charles Perrault, cede lugar a um humanismo, onde se destaca o sentido do maravilhoso da vida. Perpassam pelas histórias, de forma suave, duas temáticas em especial: a solidariedade e o amor ao próximo. A despeito dos aspectos negativos que continuam presentes nessas histórias, o que predomina, sempre são a esperança e a confiança na vida. É possível observar essa diferença, confrontando-se os finais da história de Chapeuzinho Vermelho em Perrault, que termina com o lobo devorando a menina e a avó, e em Grimm, onde o caçador abre a barriga do lobo, deixando que as duas fiquem vivas e felizes enquanto o lobo morria com a barriga cheia de pedras que o caçador ali colocou.
Os Contos de Grimm não são propriamente contos de fadas, distribuindo-se em:
- Contos de encantamento (histórias que apresentam metamorfoses, ou transformações, a maioria por encantamento);
- Contos maravilhosos (histórias que apresentam o elemento mágico, sobrenatural, integrado naturalmente nas situações apresentadas);
- Fábulas (histórias vividas por animais);
- Lendas (histórias ligadas ao princípio dos tempos ou da comunidade e onde o mágico aparece como "milagre" ligado a uma divindade);
- Contos de enigma ou mistério (histórias que têm como eixo um enigma a ser desvendado);
- Contos jocosos (humorísticos ou divertidos).
Essa reiteração dos mesmos esquemas na literatura popular-infantil vai, pois, ao encontro da exigência interior de seus leitores: apreciarem a repetição de situações conhecidas, porque isso permite o prazer de conhecer, por antecipação, tudo o que vai acontecer na história. E mais, dominando, a priori, a marcha dos acontecimentos, o leitor sente-se seguro interiormente. É como se pudesse dominar a vida que flui e lhe escapa.
Vários críticos afirmam serem as histórias dos Grimm incentivadoras do conformismo e da submissão. Ainda assim, a permanência dessas narrativas, oriundas da tradição popular, justifica o destaque conferido a estes autores alemães.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Contos de Fadas
Os contos de fadas são uma variação do conto popular ou fábula. Partilham com estes o fato de serem uma narrativa curta, transmitida oralmente, e onde o herói ou heroína tem de enfrentar grandes obstáculos antes de triunfar contra o mal. Caracteristicamente envolvem algum tipo de magia, metamorfose ou encantamento, e apesar do nome, animais falantes são muito mais comuns neles do que as fadas propriamente ditas. Alguns exemplos: "Rapunzel", "Branca de Neve e os Sete Anões" e "A Bela e a Fera".
Características dos contos de fadas
- Podem contar ou não com a presença de fadas, mas fazem uso de magia e encantamentos;
- Seu núcleo problemático é existencial (o herói ou a heroína buscam a realização pessoal);
- Os obstáculos ou provas constituem-se num verdadeiro ritual de iniciação para o herói ou heroína;
[editar] Morfologia dos contos de fadas
Em seu famoso estudo sobre o conto maravilhoso (no qual inclui os contos de fadas), V.I. Propp afirma que ele "atribui freqüentemente ações iguais a personagens diferentes".[3] Estas ações (mais adiante denominadas "funções") nos permitiriam estudar os personagens dos contos a partir das mesmas. Tendo isto em vista, Propp elabora quatro teses principais:- "Os elementos constantes, permanentes, do conto maravilhoso são as funções dos personagens, independentemente da maneira pela qual eles as executam. Essas funções formam as partes constituintes básicas do conto."
- "O número de funções dos contos de magia conhecidos é limitado."
- "A seqüência das funções é sempre idêntica."
- "Todos os contos de magia são monotípicos quanto à construção."
| “ | Vimos que o conto de fadas é uma narrativa explicitando funções, cujo número é limitado e cuja ordem de sucessão é constante. A diferença formal entre vários contos resulta da escolha, operada individualmente, entre as trinta e uma funções disponíveis e da eventual repetição de certas funções. Mas nada impede a realização de contos com a presença de fadas, sem que a narrativa obedeça à norma precedente; é o caso dos contos fabricados, dos quais podemos encontrar exemplos em Andersen, Brentano e Goethe. Inversamente, a norma pode ser respeitada apesar da ausência de fadas. O termo 'conto de fadas' é, pois, duplamente impróprio. • Problemática existencial: morte, vida, amor, envelhecimento, separação, sexualidade, dilemas edipianos, rivalidades fraternas, etc. • Início feito para partir do aqui e do agora, mostrando que a história se passa longe do mundo real: “Era um vez...” “Há muitos e muitos anos...” • Final feliz, pois após tanto sofrimento a criança precisa de alívio: “E viveram felizes para sempre...” • Obstáculos a vencer: são uma forma de crescimento interior. • Elementos de encantamento e dicotomia: bem versus mal. • Narrativa: complexa, com a presença de muitos diálogos. • Presença de um narrador: figura que detém todo o conhecimento e que é “dono da vida” dos personagens. • Vocabulário rico. • Acontecimentos: encadeiam-se não por laços lógicos, mas por laços afetivos. • Presença de castelos (resquícios medievais) e bosques (onde o encantamento acontece). • Presença marcante da natureza. • Abordagens de relações: pai, mãe, madrasta, madrinha (conceito social de apadrinhamento). Os contos de fadas apresentam a divisão de personagens entre bons ou maus, trabalhadores e preguiçosos, feios ou bonitos. Na vida real as pessoas podem ser boas e más ao mesmo tempo. A mente das crianças, porém, funciona muito bem classificando as coisas em dois pólos. Por isso os contos de fada são mais acessíveis para que o pensamento delas faça seus juízos de valor e as ajude a “encontrar” uma personalidade, já que terá que escolher entre os personagens aqueles com os quais mais gostaria de parecer, e torcer por ele. As crianças tampouco se importam em discernir entre certo e errado. Elas se identificam prontamente com o personagem que acham mais direto e simpático, que a atinge. Se o personagem é uma pessoa boa, ela também quererá ser boa. Existem as histórias amorais, como aquela de João que rouba o tesouro do gigante. Nelas, não está em jogo a promoção de valores do bem ou do mal, ou ética. Só a premissa de que o personagem precisava alcançar o sucesso. Aí entra em jogo uma questão do problema existencial: a vitória e a derrota como dificuldades que a vida certamente apresentará. Porque ser bom e certinho, mas insignificante? Nesse caso ela pode até concluir que existem saídas (roubar o tesouro do gigante) para os problemas que a vida apresentar. Ou que ela, mesmo sendo muita pequena em relação ao gigante, pode vencê-lo. De qualquer maneira, esses contos possuem uma linguagem simbólica eficaz na imaginação e principalmente na formação da personalidade das crianças |
sábado, 2 de julho de 2011
Caminhar.
Caminhar, caminhar sempre....
Por caminhos difíceis e perigosos,
cheios de obstáculos em todos os lugares.
Mas sem eles seria muito fácil caminhar.
Os obstáculos fazem parte da vida
daquele que sabe o que quer; e só sabe
o que quer aquele que nunca desiste de caminhar!
Caminhar , apesar dos obstáculos.
Por caminhos difíceis e perigosos,
cheios de obstáculos em todos os lugares.
Mas sem eles seria muito fácil caminhar.
Os obstáculos fazem parte da vida
daquele que sabe o que quer; e só sabe
o que quer aquele que nunca desiste de caminhar!
Caminhar , apesar dos obstáculos.
Radix
È uma palavra latina que significa raiz .Em latim, o substantivo radix era empregado tanto em sentido próprio (raiz de uma planta) como em sentido figurado. Dependendo do contexto, radix podia significar, como raiz em português,base,fonte,fundamento,origem.
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